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Ancestralidade da Cestaria de Tucumã

Ancestralidade da Cestaria de Tucumã

Com a ajuda da queridissima Alessandra trouxemos para vocês um pouco mais sobre a ancestralidade da cestaria de tucumã. uma arte linda que vem do Pará direto para o Retrobel e para a casa de vocês. Para os amantes das cestarias as peças são imperdíveis e de um valor cultural intangível.
Nós sempre buscamos trazer produtos diferenciados não só pela própria beleza mas principalmente pelo valor social e cultural que eles tem e representam para o nosso país.

Temos no Brasil os mais diversos tipo e saberes referente ao trançado e as cestarias de palha. E nós como vocês mesmos já sabem somos apaixonadas por esses produtos lindos.

 

Mulheres, Tucumã, Arte e Visibilidade

O Tucumã, palmeira Amazônica abundante na região norte do Brasil, chega a atingir 15 metros de altura, possui o tronco grosso, repleto de espinhos e seu fruto é muito utilizado e apreciado na gastronomia regional.

É com o trançado realizado da fibra do tucumanzeiro que as mulheres ribeirinhas têm a oportunidade de saírem da condição de abandono, invisibilidade e sofrimento – causadas pela  ausência de políticas públicas no habitat onde vivem – e se tornarem visíveis, conhecidas e admiradas pela excelência dos seus trançados por turistas do Brasil e de países do exterior.

Os trançados da Retrobel são das comunidades ribeirinhas que vivem ao longo do rio Arapiuns, lugar de natureza deslumbrante, com cenários esplendorosos, dignos de cartão postal. 

Debaixo da sombra da Castanheira, sob a imensidão do céu azul, ao som dos pássaros típicos da região, mulheres se juntam e se fortalecem. O sol quente na cabeça não lhes rouba a força e esperança de prosseguirem transformando suas vidas e histórias com a arte dos trançados, realizados com maestria e beleza incomparável.

Tudo começa com a colheita da palha. A matéria prima utilizada é o broto do tucumanzeiro. Após serem lavadas e cortadas, são retiradas as fibras que são colocadas ao sol durante três dias.  

Após esse processo, as artesãs se dirigem à mata para colher as folhas, raízes e plantas como o Crajiru, Mangarataia, Urucum e Jenipapo. Em seguida, elas são raladas, piladas e depois colocadas num caldeirão com água num fogo à lenha. Assim que se inicia a fervura é despejado as fibras tingidas. É impressionante o resultado! Grande é a força do colorido dessa alquimia da floresta.

São saberes e fazeres ancestrais que são transmitidos e preservados através da oralidade de geração em geração.

É no trançar da fibra de tucumã que vão nascendo mandalas, cestas, fruteiras, sousplats, bolsas, chapéus e outras peças de beleza incomparáveis.  

Enquanto vão trançando, as mulheres ribeirinhas preservam essa cultura ancestral, tecem novas histórias, saem da condição de invisibilidade e abandono, tecendo e construindo a identidade de artesã, transformando arte e cultura, de modo sustentável, em geração de renda.

Povos da Floresta

 

Os ribeirinhos, são povos tradicionais que vivem, nascem, se criam, sobrevivem e morrem à margem dos rios amazonenses.

Os rios são os seu quintal, sua rua, seu caminho. São os rios que conduzem e guiam o ritmo da vida.

É do rio que se alimentam, se banham, se locomovem. Crianças brincam, vivem rindo e correndo em meio à simplicidade e riqueza da natureza.  Conhecedores da diversidade da flora e fauna, é da mata que obtém as plantas medicinais, além de saberem identificar o canto dos pássaros, o som da floresta , o rastro dos animais.

Todo esse conhecimento popular, é herança  cultural dos  povos nativos que habitavam  o território e são transmitidos de geração em geração.

Quem escreveu esse texto lindo?

Meu nome é Alessandra dos Santos, sou ativista cultural, arte educadora, professora, pesquisadora da cultura popular, indígena, afrobrasileira e africana.
Nasci no Grajaú, bairro periférico da zona sul de SP. Atualmente resido na divisa de Peruíbe e Itariry, municípios de belezas naturais imensuráveis porém, carente de espaços culturais.
Por acreditar que a Poesia e a Arte humanizam, salvam vidas e em razão da ausência de espaços culturais onde resido, eu vivo a minha vida realizando Projetos e Intervenções Culturais nas praças, escolas, espaços públicos que é onde o povo está.
Minha trajetória cultural nas cidades, começou com o Projeto Poesia na Praça, realizado durante três anos, em seguida após longos estudos e pesquisa de campo, montei o espetáculo: Jornada de Cordel Amor, esse projeto rodou um ano nas escolas públicas, em seguida montei a Exposição: Memórias e Vivências Indígenas e Africanas, que foi inédita nos bairros carentes e escolas da região. Atualmente estou realizando pesquisa, estudos e garimpando o acervo para o próximo projeto: Exposição Gente de Fibra, que será realizada em 2021.

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